INVESTIMENTOS: Tesouro Direto

Por Fabiana Carvalho

Ele foi criando criado em 2002 pelo Tesouro Nacional – (órgão responsável pela gestão da dívida pública) – para permitir que pessoas físicas possam comprar papéis do governo federal pela internet.

Ou seja, você pode emprestar dinheiro para o governo. Depois recebe os valores acrescidos de juros. Trata-se de um investimento de renda fixa.

É um investimento democrático, pois permite fazer aplicação a partir de 30 reais e oferece liquidez diária.Ou seja, você pode resgatar seu dinheiro a qualquer  momentos, nos dias uteis.

Há várias opções de títulos públicos à venda para perfis diferentes de investidor. É possível escolher diferentes indexadores, prazos de vencimento e fluxos de remuneração.

Títulos do Tesouro Direto

Os títulos do Tesouro Direto se dividem em três categorias.

É preciso saber quais são as opções e como cada uma delas funciona. Além disso, é necessário compreender a remuneração paga. Ela pode ser:

Prefixado

Significa que você sabe desde o início quanto vai receber, desde que mantenha o valor aplicado até a data de vencimento. Por exemplo, .6% ao ano.

Tesouro Selic

Os títulos desta categoria têm rentabilidade atrelada à Selic, que mede a taxa básica de juros da economia. Assim, quanto mais alta é a taxa de juros, mais elevados são os rendimentos. e quanto mais baixa é a taxa, menores são os lucros do investidor. 

Tesouro IPCA+

No Tesouro IPCA+, a rentabilidade dos títulos públicos varia conforme o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação no Brasil.

Nesse caso, a rentabilidade é o índice mais uma taxa de juros prefixada.

Como o índice varia, não é possível prever com exatidão os valores que serão resgatados no futuro. Apesar disso, independentemente do cenário econômico, o investidor tem a garantia de receber rendimentos acima da inflação, o que é ideal para manter o poder aquisitivo.

Como é a rentabilidade ?

Apresenta 3 formas:

Prefixada: a taxa de juros é definida no momento da aplicação, o que permite prever os rendimentos com exatidão

Pós-fixada: os rendimentos variam conforme algum índice econômico, como a Selic e o IPCA

Híbrida: a rentabilidade é uma junção dos modelos anteriores

Como investir?

É  preciso abrir conta em uma corretora de valores, que servirá como intermediária na compra e venda de títulos. Os títulos do investidor ficam custodiados em seu nome na B3.

Algumas corretoras são agentes integrados de custódia, o que significa que elas permitem compras e vendas de títulos dentro das suas próprias plataformas on-line.

Há também corretoras que permitem compras e vendas programadas de títulos.

O investidor pode agendar as transações e reinvestir os cupons semestrais ou valores recebidos no vencimento dos títulos.

Com a opção do reinvestimento, sempre que o investidor recebe juros ou a devolução do principal, esses recursos são automaticamente aplicados em novos títulos.

O investimento mínimo:

É de 1% do valor de um título, com limite mínimo de 30 reais. Não há limite máximo de patrimônio que um investidor pode manter em títulos públicos, mas o limite máximo de compras é de um milhão de reais por mês.

Quanto custa investir?

Todo investimento em títulos públicos está sujeito à cobrança de imposto de renda sobre os rendimentos, conforme a tabela regressiva válida para as aplicações financeiras.

Para aplicações de prazo inferior a 30 dias, há também a cobrança de IOF sobre a rentabilidade.

Quanto às taxas, o investimento no Tesouro Direto é sujeito a uma única taxa obrigatória, a taxa de custódia do tesouro direto que remunera a guarda dos títulos na bolsa. Trata-se de uma cobrança de 0,3% ao ano sobre o patrimônio investido.

A maioria das corretoras de investimento cobra ainda uma taxa de administração do tesouro direto, chamada de taxa de agente de custódia, de até 0,5% ao ano sobre o patrimônio investido.

Contudo, muitas corretoras já isentam o investidor dessa cobrança, como a XP,por exemplo. No caso do investimento no mercado secundário, não há cobrança de taxa de custódia.

É comum também que as corretoras isentem essa modalidade de taxa de administração. Nesses casos, o investimento sai a custo zero para o investidor. Há apenas a cobrança de impostos sobre os rendimentos.

Tributação do Tesouro Direto

Descubra como funciona a tributação do Tesouro Direto e avalie os impactos na rentabilidade:

IRImposto de Renda

Outra cobrança é o Imposto de Renda, que incide sobre os rendimentos do Tesouro Direto. As alíquotas seguem a tabela regressiva, diminuindo conforme o tempo da aplicação até o resgate:

  • Até 180 dias: 22,5%
  • De 181 a 360 dias: 20%
  • De 361 a 720 dias: 17,5%
  • A partir de 721 dias: 15%

IOF- (Imposto sobre Operações Financeiras)

O Tesouro Direto tem cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) quando os resgates são em menos de 30 dias.

E a alíquota, nesse caso, pode comprometer toda a rentabilidade. Para você ter uma ideia, ela começa em 96% para resgates em 1 dia e decresce até a isenção.

Quais são as taxas do Tesouro Direto?

Além do Imposto de Renda, o investimento no Tesouro Direto tem taxa de custódia de 0,25% ao ano cobrada pela BM&FBovespa.

Além disso, pode haver cobrança de taxa por parte do banco ou corretora que faz a intermediação do investimento.

Portanto, avalie os preços de diferentes instituições  — muitas delas oferecem isenção de taxas.

Liquidez do investimento?

O Tesouro Direto possui alta liquidez: ao fazer o resgate dos títulos, você recebe o dinheiro em até 1 dia útil. Trata-se do modelo D+1.

Apesar disso, é preciso avaliar o prazo de vencimento dos papéis e respeitar o prazo mínimo de 30 dias para não comprometer os rendimentos com pagamento de altas alíquotas de IR e IOF.

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Até a próxima!

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